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Ao contrário do que se possa supor,
conhecer os mecanismos e funcionalidades de um computador
pessoal não é exclusividade de técnicos
ou iniciados: mesmo para uma pessoa que não tenha
o hábito de ler revistas da área ou que
não seja lá muito curioso nem paciente para
"fuçar" na máquina, é perfeitamente
possível ao menos conhecer alguns conceitos básicos
de hardware, ou seja, a estrutura física do seu
computador.
Lembre-se daquela cena, que já deve ter ocorrido
com você ou com um amigo, e que provavelmente motivou
você a pesquisar aqui: você chegou à
loja para comprar uma placa de vídeo nova (a placa
antiga era tão velha que rangia quando começava
a funcionar), encontrou também um amável
vendedor, que foi muito gentil ao mostrar to dos os componentes
da loja, um por um. A coisa andava muito bem até
o momento em que ele começou a perguntar sobre
quadros por segundo, bits de cor e pixels. Você
não sabia o que era isso -queria mesmo era uma
placa de vídeo nova.
E foi o que você teve, bem embrulhada, em uma caixa
grande, cheia de manuais... Valeu a pena ter pagado quase
500 reais afinal é uma placa de último tipo...
Mas deu tudo errado! Ao abrir o computador, você
descobriu que sua placa não possuía aquele...
como chama mesmo? Ah, slot AGP. É, assim fica difícil
instalar o vídeo.
Para completar, a tentativa de instalar a placa naquele
encaixe branco (na verdade, o slot PCI) no qual estava
a placa de vídeo antiga talvez não tenha
sido boa idéia... Mas, afinal de contas, como você
poderia imaginar que o slot racharia e a placa teria alguns
arranhões (coisa pouca) por conta de uma "forcinha"?
Vamos esquecer as lembranças tristes e aprender
a não fazer mais confusões. Nesta primeira
parte, faremos uma viagem pelo interior do computador,
observando cada um dos seus componentes e suas funções,
dando atenção especial ao chipset, o coração
da placa-mãe. |
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:: Conheça os componentes do seu PC:: |
| Para montar um computador ou fazer qualquer
alteração naquele que você já
tem, é importante conhecer bem seus componentes
e como ele funciona. Muitos usuários iniciantes,
quando o computador começa a ficar obsoleto,
acabam comprando uma máquina nova e dão
um jeito de se livrar da antiga (vendendo, trocando
por outra, trucidando-a com um taco de beisebol). Só
que, geralmente, o problema pode ser resolvido de forma
mais sensata: em muitos casos, basta fazer o upgrade
da memória RAM, do processador e, talvez, da
placa-mãe.
"Processador? Memória de quê? Isso
pra mim é grego!!!", é o que você
pode estar pensando. Mas não precisa entrar
em pânico; afinal é para isso que você
tem este guia em mãos: para que todos esses
nomes e termos passem a fazer parte do seu vocabulário.
Neste capítulo, você verá quais
são as peças que se encontram dentro
da sua máquina e qual é a função
de cada uma delas, além de, como identificá-Ias
e comprá-Ias corretamente, aumentando a potência
do seu computador. Depois dessa, você sairá
falando grego fluentemente!
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Para entender melhor o que acontece no
interior do computador, você deve saber primeiro
o que é que ocorre para que todas as cores e
objetos apareçam na tela. Tudo aquilo que você
vê, na verdade, não passa de dados binários
(zeros e uns), processados pelos vários componentes
que se encontram dentro do gabinete.
Os dados são as informações que
você guarda no seu micro. Existem duas formas
diferentes de registrar dados: a forma analógica
(uma música gravada em uma fita K-7 ou fita de
vídeo VHS, por exemplo) e a forma digital. Os
dados analógicos podem ser representados por
meio de uma onda em um gráfico. O problema com
esse formato de dados é que qualquer interferência
externa pode causar alterações ou até
mesmo apagar algo. Se o computador usasse dados analógicos,
correríamos o risco de, ao salvar um documento
do Word em uma pasta, fazer com que uma frase ou parágrafo
inteiro de outro documento do Word, na mesma pasta,
simplesmente desaparecesse.
Por isso o computador utiliza dados binários,
registrando valores positivos e negativos, ou seja,
os números O e 1. O número "181",
por exemplo, pode ser representado digitalmente como
"10110101". Qualquer arquivo salvo texto,
imagem, sons - nada mais é do que uma seqüência
de zeros e uns. Quanto maior for o tamanho do arquivo,
maior será a seqüência de zeros e
uns que o comporão, e são exatamente essas
seqüências que serão processadas pelos
componentes do seu computador. Por processar, leia-se
transformar esses zeros e uns em imagens, letras e representações
visuais que seus olhos entendam ao observar o monitor.
Sem esse processamento de informações,
tudo que você verá são aquelas pequenas
chuvas de. algarismos na tela do computador, tal qual
no filme Matrix (lembra?). E adivinha que algarismos
seriam esses?
Cada algarismo dessa seqüência que compõe
um dado é chamado de bit, abreviação
de binary digit ou "dígito binário".
Um conjunto de oito bits forma um byte, e um conjunto
de 1.024 bytes forma um kiloByte ou Kbyte (o número
1.024 foi escolhido por ser a potência d~ 2 mais
próxima de 1.000). A partir daí, a progressão
segue baseada nesse número: 1.024 Kbytes formam
um megabyte, 1.024 MB formam um gigabyte, 1.024 Gb formam
um terabyte e 1.024 TB formam um petabyte. Isso quer
dizer que um arquivo de Word, por exemplo, de 27 Kbytes
(KB), tem 27.648 bytes ou 221.184 bits. Isso significa
que ele tem uma seqüência de 221.184 zeros
e uns a ser processada pelo computador, para que essa
seqüência apareça na tela na forma
da representação de uma folha de papel
com um monte de caracteres escritos nela. |
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:: Processamento de Dados:: |
Não é à toa que
o processador tem esse nome. É justamente ele
o componente responsável por processar os dados
de que acabamos de falar. Ou seja, "traduzir"
aquele monte de uns e zeros de um arquivo em algo
inteligível ao usuário. O processador
trabalha com dois valores: a velocidade de processamento
e a freqüência de operação
(ou clock), a qual diz quantas operações
podem ser feitas por segundo. A indicação
dessas características vem apresentada no nome
do processador. Por exemplo:
Processador 486 de 100MHz
-486: freqüência de operação
-100MHz: velocidade de processamento
A velocidade de processamento é medida em milhões
de ciclos por segundo (MHz) , mas nem sempre uma velocidade
alta garante bom desempenho. Um processador 486 de
100 MHz é muito inferior a um Pentium de 100
MHz, já que este tem uma freqüência
de operação pelo menos duas vezes mais
alta.
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A freqüência de operação
dos processadores aumentou muito com a inclusão
de dois elementos que, antigamente, eram encontrados
na placa-mãe em separado, mas que agora já
fazem parte da arquitetura dosprocessadores mais avançados.
O primeiro deles é o co-processa- dor aritmético,
uma espécie de processador auxiliar, muito
encontrada em operações realizadas por
programas de gráficos e responsável
por calcular operações com resultados
fracionários. O outro elemento é a memória
cache, a memória na qual o processador procura
as informações solicitadas com mais
freqüência. A memória cache é
dividida em L1, que sempre foi embutida no processador,
e L2, que passou a ser embutida depois. Se a informação
não estiver à mão em nenhuma
dessas memórias, a resposta "Não"
aparecerá de imediato na tela do computador,
pois o processador terá de procurar a informação
na memória RAM
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O processador que acabamos de ver, bem como todos
os componentes do computador, deve estar conectado
a uma grande placa, presa a uma parede interna do
gabinete, com diversas entradas para encaixe de cada
componente e cabo. Essa placa é chamada de
placa-mãe, e também tem a função
de fazer com que o processador se comunique com os
outros componentes e periféricos da máquina.
As possibilidades de upgrade de um componente, suporte
a novas tecnologias e, de certa forma, a própria
performance da máquina, dependem da placa-mãe;
Afinal, não adianta comprar, por exemplo, uma
placa de vídeo de última geração
se a sua placa-mãe não possuir o slot
(entrada de conexão) adequado para ela.
A placa-mãe pode ser encontrada nos formatos
AT e ATX, sendo que o primeiro está, aos poucos,
sumindo das prateleiras. A diferença entre
os dois modelos é que as placas AT são
menores, ocupando menos espaço e tendo menos
entradas para-a inserção de componentes.
Já o modelo ATX, além da vantagem do
tamanho e de comportar mais peças, é
compatível com a fonte inteligente dos gabinetes
de mesmo padrão, permitindo que o computador
seja desligado totalmente ao finalizar o sistema operacional.
Um terceiro padrão de placas-mãe tem
aparecido no mercado, e comporta as qualidades do
padrão ATX com o tamanho das antigas placas
AT, para caber nos antigos gabinetes menores -as mini-ATX.
Mas, de qualquer forma, uma fonte ATX é necessária.
Independentemente do modelo, em uma placa-mãe
você encontrará os mesmos componentes,
como slots ISA, PCI e AGP para a conexão das
placas de vídeo som e modem; soquetes para
a inclusão de memória e processador;
portas seriais e paralelas; controlador de drive de
disquete; interface mE; conectores para o teclado
e fonte; portas USB; reguladores de tensão;
BIOS e o chipset; Veja, a seguir, uma descrição
dos principais componentes da placa-mãe:
Chipset: um conjunto de chips que
funcionam em parceria, cada um executando uma função
(um chip controla a memória, outro controla
a interface me, etc). Esse conjunto é a parte
mais importante da placa-mãe, já que
ele controla todo o fluxo de dados entre o processador,
a memória RAM e os outros componentes. O chipset
também controla as freqüências de
barramento da placa-mãe e, conseqüentemente,
os processadores que a placa-mãe suporta. Ao
comprar uma placa-mãe nova, procure saber quais
processadores o barramento do chipset suporta.
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