Em 1822, matemático inglês Charles
Babbage estabelecia os princípios do funcionamento
dos computadores eletrônicos no projeto de sua
máquina diferencial, capaz de fazer os cálculos
necessários para elaborar uma tabela de logaritmos.
E, em 1933, apresentou um outro projeto, a máquina
analítica , que pode ser considerada a primeira
máquina programável. Segundo o projeto,
a máquina deveria dispor de uma memória
capaz de armazenar mil números de 50 algarismos,
utilizar funções auxiliares que constituíam
sua própria biblioteca, comparar números
e agir de acordo com o resultado da comparação;
em suma, sua estrutura era muito parecida com a dos
primeiros computadores eletrônicos.
Quase duzentos anos depois, em 1872, Charles Seaton,
chefe do censo americano, desenvolveu uma tabuladora
mecânica capaz de registrar, simultaneamente,
somas horizontais e verticais. Devido à sua
capacidade de processar, rapidamente, em seqüência,
grande quantidade de dados, a tabuladora foi usada
nas análises estatísticas do censo de
1880. Naquele tempo, o trabalho era todo feito à
mão, um trabalho tão lento que, dez
anos depois, quando chegava a hora de um novo recenseamento,
ainda estava sendo tabulado. A máquina de Seaton
fez a tarefa em oito anos.
Em 1884, o estatístico Herman Hollerith, ajudara
a compilar as estatísticas demográficas
de 1880, patenteava um sistema que codificava em uma
fita de papel perfurado informações
que mais tarde seriam lidas em uma máquina.
O sistema foi aperfeiçoado, com a substituição
da fita genérica por cartões individuais.
Ele também criou uma classificadora de cartões
que operava à velocidade aproximada de 300
cartões por minuto. As máquinas de Hollerith
foram empregadas para tabular o censo de 1890. Ele
levou dois anos para concluir a apuração.
Em 1911, sua firma Tabulating Machine Company se associou
a duas outras empresas para formar a Computing Tabulating
Recording Company, que em 1924 viria alterar sua razão
social para international Machines Corporation.
Por volta de 1905, estatístico, James Power,
desenvolveu um novo equipamento de cartões
perfurados, que foi comercializado por sua firma The
Powers Accounting Machine Company. Em 1927, a empresa
de Power se associava à Remington Rand Corporation
e, mais tarde, tornou-se a divisão Univac –
Universal Automatic Computer – da Remington
Rand.
Mas foi somente em 1945 que surgiu, na Universidade
da Pennsilvânia, o primeiro computador eletrônico,
o Eniac – Eletrical Numerical Integrator and
Calculator. Com mais de 18 mil válvulas e pesando
cerca de 30 toneladas, ele dispendia o equivalente
a 200 quilowatts de calor. Sua manutenção
era complicada, pois esquentava rapidamente e era
obrigado a usar custosos sistemas de refrigeração.
As válvulas começavam a queimar em dois
minutos depois de o Eniac ser ligado, o que fez com
que, em 1952, mais de 19 mil válvulas tivessem
sido substituídas. Os outros problemas do Eniac
eram a capacidade de memória e a confiabilidade.
Em 1952, a Universidade da Pennsilvânia desenvolvia
um segundo computador. Mais poderoso que o Eniac,
ele usava apenas 3.500 válvula.
O primeiro computador fabricado comercialmente, a
partir de 1951, foi o Univac I – usado no censo
americano por 12 anos seguidos, quase 24 horas por
dia. No ano seguinte, a IBM lançava seu primeiro
computador, o IBM 701. Em 1958, com os IBM 1620 e
1401, surgia a seginda geração de computadores,
que utilizavam transistores no lugar das válvulas.
Mais rápido e exatos que as válvulas
e sem gerar calor, permitiam uma considerável
redução no tamanho dos equipamentos
e aumento de sua confiabilidade e velocidade de cálculo.
Além disso, enquanto na primeira geração
os computadores só se dedicavam a uma tarefa
de cada vez (se estivesse lendo os cartões
perfurados, o resto dos componentes do sistema permanecia
ocioso até o fim da leitura) a segunda geração
oferecia a possibilidade de executar simultaneamente
as operações de cálculo e de
entrada de saída.
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